
A meia centena de mesquitas desmoronou-se na capital do país, Naipidó, e nas regiões de Mandalay e Sagaing.
"Ainda não foi possível remover os escombros. Não há socorristas suficientes. Só podemos estimar o número de pessoas soterradas em casas e mesquitas. Não conseguimos retirá-las dos edifícios desmoronados", afirmou um porta-voz do conselho, segundo o portal de notícias Myanmar Now.
O porta-voz explicou que o terramoto ocorreu quando estavam a decorrer eventos religiosos em todo o país, uma vez que a sexta-feira é o dia sagrado da semana para a religião islâmica.
Referiu, em particular, os graves danos causados à mesquita de Sule Kone, à mesquita de Taung Sin Kung e à mesquita de Shwe Phone Shein, todas em Mandalay. As mesquitas são também edifícios antigos que não são reparados desde 1962 devido à instabilidade política, segundo o portal.
De acordo com as autoridades militares no poder em Myanmar (antiga Birmânia) o terramoto provocou pelo menos 1.002 mortos e 2.376 feridos, embora se espere que o número aumente nas próximas horas.
O sismo foi registado às 12:50 (06:20 em Lisboa) e ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro a cerca de 17 quilómetros de Mandalay, a segunda cidade da Birmânia, com 1,2 milhões de habitantes, e 270 quilómetros a norte da capital.
As forças armadas birmanesas, que estão no poder desde o golpe de Estado de 2021, declararam o estado de emergência em seis áreas: Sagaing, Mandalay, Magway, Shan, Naipidau e Bago.
Em Banguecoque, na Tailândia, a cerca de mil quilómetros de distância, foram registados pelo menos 10 mortos e 100 desaparecidos.
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Lusa/fim