Um dispositivo semelhante a uma pequena palhinha é capaz de detetar drogas inibidoras em bebidas. Pode tornar-se num produto comum em bares, 'pubs' e festivais, constituindo uma esperança para prevenir violações.

O spikeless é feito de papel e atrai uma "pequena quantidade da bebida para uma ponta de bioplástico revestida com produtos químicos", explica a instituição em comunicado. Se a bebida estiver contaminada, a ponta muda de cor em 30 segundos.

Discreto e de uso único, consegue detetar a presença de drogas, como cetamina e o GHB, também conhecida como a 'droga da violação'. Detetar estas drogas é "quase impossível" sem dispositivos especiais.

O 'spiking' é uma prática em que as bebidas são adulteradas sem o conhecimento da pessoa de forma a vulnerabilizá-la.

"Em qualquer lugar em que haja uma bar - clubes, festas e festivais - há risco [de ' spiking']", afirma Samin Yousefi, estudante do mestrado em engenharia química e biológica da Universidade da Columbia Britânica (UBC) e um dos criadores do dispositivo.

Os investigadores estão a testar o dispositivo, enquanto lançam uma start-up para aumentar a produção. Para já, o 'feedback' inicial do uso da 'palhinha' foi positivo, declaram.

Nesse sentido, o spikeless, desenvolvido por investigadores da UBC, em Vancouver, no Canadá, é uma esperança para prevenir agressões sexuais e violações. Pode vir a ser utilizada, por exemplo, em bares, discotecas, restaurantes, festivais e outras festas.

Os investigadores esperam que os locais, sobretudo os de diversão noturna, onde o 'spiking' é mais propício, adotem o dispositivo como medida de segurança.