César Peixoto deixou elogios ao Benfica, na véspera do jogo em atraso referente à 24.ª jornada da Liga, mas prometeu um Gil Vicente à procura «de arrancar pontos».

«Vamos jogar contra uma boa equipa, que está numa boa fase e que tem outros argumentos. No entanto, em casa temos de olhar os adversários de frente e atacar o jogo com a perspetiva de arrancarmos pontos. Temos de pontuar para conseguirmos o nosso objetivo. Sabemos que o grau de dificuldade é grande, mas o Gil vai estar organizado, ciente dos pontos fortes do Benfica e o que pode explorar. Vamos tentar lutar pelos três pontos para conseguirmos o nosso objetivo frente a uma excelente equipa que nos vai causar dificuldades», começou por dizer, em conferência de imprensa.

Ao serviço do Moreirense, clube no qual trabalhou até finais de fevereiro, o técnico defrontou dois vezes as águias. Peixoto recusou a ideia que possui um maior conhecimento dos encarnados por esse facto e salientou que esta partida é diferente e que é preciso «contar uma nova história».

«Benfica tem o mesmo treinador e a mesma ideia. Há sempre uma coisa ou outra que se evoluiu, é natural. Mas eu estou num contexto e numa estrutura diferentes. Há coisas distintas e outras que já conhecemos. Nos dois jogos que fizemos com o Benfica empatámos um e no outro fizemos um grande jogo na Luz. Precisamos de estar muito organizados. O Benfica vai ter momentos em que nos vai empurrar para trás e teremos de sofrer juntos. Com bola, porém, temos de querer assumir o jogo, de ter qualidade e de implementar a nossa ideia para conseguirmos criar dificuldades. Acredito que podemos fazê-lo. Mas são jogos diferentes entre equipas distintas e temos de contar uma nova história», defendeu.

O treinador, de 44 anos, considerou que a pausa para os compromissos das seleções foi «importante» para o plantel assimilar as suas ideias.

«É importante para um treinador que chega ter tempo para trabalhar. Foram duas semanas de trabalho sem a pressão inerente do jogo e deu folga para trabalharmos coisas que achamos importantes. Trabalhámos a parte física. Entendemos que a equipa teria de ter mais capacidade física, mais agressividade nos duelos e mais proatividade na organização defensiva. Com bola, crescemos na nossa ideia, identificámos e tornámos movimentos e dinâmicas mais instintivas. Tentámos dar um caminho à equipa para esta perceber para onde tem de ir. Vamos ter uma equipa com mais certezas. Na fase em que estamos, este adversário não é o melhor, mas é o que é. Temos de jogar contra todos e encarar todos os jogos como se fossem finais. Vamos ter muita dificuldade, mas sabemos que temos capacidade e qualidade para fazer um bom jogo», referiu.

César Peixoto acrescentou que a melhoria na condição física da equipa «ajuda muito no encurtamento de distâncias» e no «ataque ao espaço» e que foram criadas «rotinas defensivas e ofensivas». «Assim os jogadores sabem quase instantaneamente os posicionamentos. Quem está sem bola, é mais importante do que quem tem bola. Quando quem não tem bola está mal posicionado, não há ligação de jogo. A equipa cresceu bastante no entendimento dos momentos de jogo. Há uma evolução constante, mas incidimos mais sobre estes três aspetos. A equipa está mais capaz do que antes. Há mais tempo de trabalho, mais informação e as coisas são mais fluídas», defendeu.

Questionado acerca de uma eventual fadiga para o jogo contra o Boavista, agendado para terça-feira dia 1 de abril, César Peixoto prometeu um Gil competitivo no Bessa.

«Gosto de jogar contra os melhores, é uma oportunidade para nos testarmos. O momento não é o melhor porque estamos a crescer em termos de ideia de jogo, mas gosto de jogar contra os melhores, de competir, de sentir que é difícil e mesmo assim tentar chegar lá e conseguir pontos ou vitórias. Temos menos tempo de descanso para o jogo com o Boavista, mas não estamos aqui para arranjar desculpas, só soluções. A equipa vai estar competitiva com o Boavista. Acreditamos em todos e podemos gerir como acharmos necessário para estarmos competitivos.