
O Mizzy Miles é um dos produtores mais requisitados no hip-hop e música urbana nacional e estreou recentemente o álbum Fim do Nada.
No Posto Emissor, o artista falou sobre a ambição de internacionalizar a sua carreira; o desafio de reunir mais de uma dezena de colaboradores no seu álbum, em que destaca parcerias com o Slow J, os Wet Bed Gang e o Van Zee; como o Agir o impulsionou a dar voz a um dos seus próprios temas e refletiu sobre o impacto cultural de músicas como ‘Champions League’, inspirada na vitória do Bernardo Silva e do Rúben Dias na Liga dos Campeões.
Durante a entrevista, o Mizzy revelou que passou uma década sem visitar a família no Brasil devido a um trauma com voos. O produtor contou que, aos 17 anos, viveu uma experiência marcante:
“Ganhei medo de voar. Foi um voo bastante turbulento. Não houve serviço de bar nem nada, mas tinha pessoas ao meu lado a dormir de boca aberta”, relembrou.
Atualmente, reconhece que foi um erro evitar o contato familiar por tanto tempo.
A conversa também abordou a sua experiência de contracenar com o ator Pepê Rapazote no mini-filme de apresentação do álbum:
“Eu queria um ator com aquela vibe gangster para o mini-filme do álbum. O Pepê é claramente esse gajo”,
Destacou que a relação com o ator foi um “match instantâneo” após uma videochamada para lhe apresentar o projeto. E acrescente:
“O Pepê representa um pouco do que é o ‘Fim do Nada’. Foi procurar outros mercados, trabalhou na série ‘Narcos’ e no ‘Rabo de Peixe’, já esteve em Hollywood.”
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