Carlos Daniel é uma figura bem conhecida da comunicação e, especificamente, do jornalismo em Portugal. Demarca-se pela sua oratória, como pivot da televisão estatal, e ainda como moderador, nomeadamente de debates políticos. No meio disto, há um outro mundo que o apaixona e que nunca escondeu: o futebol.

Ao longo da sua carreira enquanto jornalista, Carlos Daniel foi o responsável por várias reportagens dentro desta modalidade. Além disso, chegou a moderar debates em que o 'desporto rei' era o tópico principal, não esquecendo que, mais tarde, também se tornou comentador.

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No entanto, a verdade é que, assim como várias figuras do jornalismo em Portugal, o pivot da RTP escolheu sempre manter em anonimato a sua preferência clubística. Mas, afinal, o que poderá estar por detrás desta decisão que é, efetivamente, comum entre várias figuras públicas?

No mais recente episódio do podcast da SIC O Amor é a Razão, de Renato Godinho, Carlos Daniel apontou a imparcialidade como uma das caraterísticas essenciais na sua vida profissional. Escolhe, por isso, não tornar pública a sua preferência em relação a aspetos clubísticos de forma a que isso não influencie o olhar do outro sobre as suas análises e opiniões acerca das várias temáticas que 'abraçam' o futebol.

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"Nisso sou muito jornalista, os meus amigos sabem todos o meu clube, não é um segredo… Evito apenas falar disso porque acho que depois o ambiente é sempre muito crispado à volta disto e ouve-se sempre qualquer coisa que tu digas ou lê-se o que tu escreves logo à luz de uma lupa", afirmou o pivot na entrevista com o ator Renato Godinho.

Ainda na mesma conversa, Carlos Daniel foi confrontado sobre como lida com o facto de manter esta posição neutra nos casos, em concreto, em que se desloca ao estádio. "Gosto… Gostava de ir mais. No estádio contenho-me mais por causa da notoriedade. Limito-me um pouco por causa da questão de estar no meio de uma bancada e sinto-me mesmo inibido até a me manifestar", acrescentou ainda o jornalista.

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