
Na cimeira em Paris foi decidido o envio de um contingente europeu para a Ucrânia que dará garantias de segurança após um acordo de paz. O anúncio foi feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Mas não há ainda detalhes sobre como este modelo funcionará.
A decisão do envio de tropas europeias não foi unânime na cimeira de segurança, que juntou, esta quinta-feira, em Paris, líderes de mais de 30 países.
“Haverá uma força de segurança europeia com vários países europeus que serão destacados”, anunciou Emmanuel Macron. “A proposta foi feita pela Grã-Bretanha e por França, é desejada pela Ucrânia e foi também aceite por vários Estados-membros que manifestaram a sua vontade de aderir.”
“Não é unânime, e isso é sabido. Não precisamos que haja unanimidade para o fazer”, sublinhou .
De acordo com o presidente francês, será a Ucrânia a indicar o que precisa destas forças europeias destacadas. “Para já, nada está excluído. Estamos a analisar os ângulos marítimo, aéreo e terrestre.”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que ainda há muitas perguntas e poucas respostas sobre esta matéria, mas sublinha que todos os líderes reunidos na cimeira entenderam que "a Rússia não procura a paz”.
Ao lado de Zelensky, o primeiro-ministro britânico, KeirStarmer, sublinhou que os aliados concordaram em três pontos: o envio de mais apoio para a Ucrânia, a criação de um plano de paz a longo prazo e o não levantamento das sanções à Rússia.
Também o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, esteve presente na cimeira. Portugal aprovou a despesa de 205 milhões de euros em apoio militar à Ucrânia. O chefe de governo afirma, contudo, que ainda é cedo para falar do envolvimento militar português na manutenção de paz.
“É ainda precoce, é ainda muito cedo para falar disso, mas não podemos deixar de dizer que estamos prontos a fazer, como sempre, parte de missões de paz", declarou.