Uma jovem italiana foi assassinada, esta segunda-feira, em plena luz do dia por um 'stalker', perseguidor em português, na região da Sicília, em Itália. Há dois anos que era perseguida pelo agressor.

A estudante universitária Sara Campanella, de 22 anos, foi morta à facada por um colega de faculdade na segunda-feira à tarde em Messina. O esfaqueamento aconteceu numa zona movimentada perto do estádio da cidade.

De acordo com a BBC, testemunhas relataram ter visto um homem a aproximar-se e, de seguida, a esfaquear a vítima. "Para com isso, deixa-me ir, para com isso", gritou a jovem, segundo os transeuntes.

Sara estava a ser seguida nesse dia desde o local onde estagiava, diz o jornal italiano La Milano. Pouco antes de ser esfaqueada, enviou uma mensagem a alguns amigos a dizer que estava a ser seguida pelo rapaz "doente".

Uma das testemunhas tentou perseguir o agressor, mas este conseguiu fugir.

Mais tarde identificado como Stefano Argentino, de 27 anos, foi preso horas depois do crime na casa da família na cidade vizinha de Noto.

Sara Campanella acabou por morrer no hospital.

Assediava a jovem "insistentemente"

O advogado de Stefano Argentino diz à imprensa italiana que o cliente admitiu os crimes.

"E stá extremamente perturbado. Não posso dizer se ele está arrependido. Ele deixou claro que a última discussão desencadeou o ataque, mas não deu detalhes ", acrescenta.

Já o advogado da vítima, Antonio D'Amato, conta que o perseguidor assediava Sara Campanella "insistentemente e repetidamente" há dois anos, desde que esta entrou na universidade. Um dos amigos da jovem chegou a ter de intervir.

Na ordem da detenção policial, diz a BBC, é referido que Stefano Argentino "incomodava regularmente" a vítima, pedindo que "saíssem e se conhecessem melhor". E mesmo quando ela rejeitava, o rapaz, que estudava na mesma universidade, não se afastava.

Contudo, Sara Campanella não apresentou queixa à polícia porque não achava as ações "ameaçadoras ou patológicas".