
A Noruega vai disponibilizar uma ajuda de emergência de 300 milhões de coroas norueguesas (27 milhões de euros) a organizações não-governamentais (ONG) afetadas pelo fim da assistência dos Estados Unidos, anunciou, esta quarta-feira, o Governo norueguês.
"Os fundos vão para organizações norueguesas que foram duramente afetadas pela perda de financiamento que vinha dos Estados Unidos e para os esforços da ONU contra a violência de género e pela saúde reprodutiva", afirmou o Governo da Noruega, em comunicado.
A saúde reprodutiva abrange todos os aspetos relacionados com a reprodução e a sexualidade.
No final de fevereiro, a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ia fazer cortes maciços na ajuda internacional, eliminando principalmente 92% do financiamento para programas no estrangeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
"O sistema humanitário internacional é um caso de sucesso. Milhões de vidas foram salvas, em parte graças ao financiamento e à liderança política dos Estados Unidos. Não podemos aceitar a ideia de que isto é um desperdício de dinheiro", disse o ministro da Cooperação para o Desenvolvimento norueguês, Asmund Aukrust.
"Entretanto, o sistema pode ser muito mais eficiente do que é hoje. A Noruega há muito que apoia a reforma e a simplificação", acrescentou.
A ajuda de emergência da Noruega vai destinar pelo menos 220 milhões de coroas (cerca de 20 milhões de euros) para ONG norueguesas com programas de proteção de pessoas deslocadas, crianças e jovens, assim como para proteção contra minas terrestres e outros explosivos, referiu o comunicado.
Cerca de 40 milhões de coroas norueguesas (cerca de 3,5 milhões de euros) serão atribuídos para combater a violência sexual e de género e para aceder a serviços de saúde sexual e reprodutiva em crises humanitárias.
Será atribuído ainda um montante de 40 milhões de coroas norueguesas (3,5 milhões) a serviços partilhados importantes [logística, sistema de análise] no sistema humanitário, indicou o Governo norueguês.