A cimeira, que decorre hoje e sexta-feira em Samarcanda, no Uzbequistão, é a primeira reunião de alto nível entre a União Europeia (UE) e os líderes dos cinco países da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turquemenistão e Uzbequistão), tendo como objetivo demonstrar o interesse geopolítico europeu, intensificar o diálogo bilateral e reforçar a cooperação entre os dois blocos.

Dada a evolução do contexto geopolítico, marcado pela guerra na Ucrânia causada pela invasão russa e pela evolução da situação no Afeganistão, as relações entre a UE e a Ásia Central têm vindo a adquirir maior importância estratégica.

Por essa razão, a UE irá salientar o seu compromisso de aumentar a cooperação em domínios de interesse mútuo, entre os quais os transportes e a conectividade digital na região e com o bloco comunitário, as matérias-primas críticas, a economia, a segurança e a transição energética.

No final, haverá uma declaração conjunta.

António Costa e Ursula von der Leyen representarão a UE e o anfitrião da reunião será o presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev.

As relações de alto nível entre a UE e a Ásia Central reforçaram-se nos últimos anos.

A UE é o segundo parceiro comercial da Ásia Central, bem como o seu maior investidor uma vez que mais de 40% do investimento na região provém do espaço europeu.

Em termos bilaterais, a UE negociou acordos de parceria e cooperação com todos os países da Ásia Central, exceto com o Turquemenistão.

António Costa lidera o Conselho Europeu, a instituição que define as orientações e prioridades políticas gerais da UE, desde 01 de dezembro passado e tem um mandato de dois anos e meio, até 31 de maio de 2027.

ANE // SCA

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