
O insólito reside no facto de este território australiano, perdido no sul do Oceano Índico, ser povoado apenas por animais selvagens e, particularmente, por pinguins.
Uma imagem amplamente partilhada nas redes sociais, desde quinta-feira, mostra um pinguim instalado na cadeira ocupada por Volodymyr Zelensky, durante uma recente visita à Sala Oval da Casa Branca, a ser repreendido por Trump e pelo vice-presidente JD Vance, tal como o chefe de Estado ucraniano.
Abundam no ciberespaço as montagens humorísticas com estas aves brancas de 'capa' negra, tendo com ponto em comum a crítica às taxas alfandegárias anunciadas na quarta-feira pelo inquilino da Casa Branca.
"Os pinguins têm-nos roubado há anos", gracejou no X Anthony Scaramucci, diretor de comunicação da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, que desde então se tornou muito crítico do republicano.
"Donald Trump impõe taxas alfandegárias ao pinguim, mas não a Putin", comentou, na mesma rede, o líder dos senadores democratas, Chuck Schumer, referindo-se ao facto de a Rússia não constar na lista de países tributados apresentada na quarta-feira pelo presidente norte-americano.
Os pinguins das Ilhas Heard e McDonald podem consolar-se, no entanto, ao compararem-se com os seus homólogos das Ilhas Malvinas, arquipélago britânico que alberga uma grande população destas aves, que são alvo de um imposto muito mais pesado, de 41%.
Situado a 400 quilómetros da costa argentina e a quase 13 mil quilómetros do Reino Unido, o território das Malvinas foi disputado por Londres e Buenos Aires durante um conflito-relâmpago, em 1982, que fez mais de 900 mortos de ambos os lados em 74 dias.
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