
O principal aeroporto de Myanmar (ex-Birmânia), em Naipidau, capital do país, encerrou as suas operações depois de a sua torre de controlo ter ruído durante o sismo que ocorreu na sexta-feira, declararam hoje fontes birmanesas.
Fontes das autoridades birmanesas confirmaram ao portal de notícias Myanmar Now que seis pessoas morreram quando a torre colapsou, nomeadamente um controlador de tráfego aéreo, três assistentes - todas mulheres -, o filho de 2 anos de uma destas e um responsável dos serviços de informação militar.
O aeroporto de Mandalay também está encerrado desde o meio-dia de sexta-feira devido aos graves danos sofridos devido ao sismo, e os seus radares, bem como os do aeroporto de Naipidau, estão completamente inativos.
O aeroporto de Rangum continua operacional e está a permitir a entrada de voos de ajuda humanitária para o país.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou hoje que a situação em Myanmar é crítica, 24 horas depois do sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter que atingiu o país na sexta-feira.
O CICV informou que as comunicações e as redes de energia ainda estão inoperacionais em várias zonas do país e que aguarda um novo relatório de danos e vítimas realizado pela junta militar, que governa Myanmar desde o golpe de Estado em 2021.
Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter provocou na sexta-feira vítimas mortais e o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no sudeste asiático. De acordo com os mais recentes números divulgados pela junta militar birmanesa, mais de mil pessoas morreram, mais de 2.300 ficaram feridas e 30 estão desaparecidas no sismo que atingiu o centro-norte de Myanmar.
O sismo foi registado às 12:50 (06:20 em Lisboa) e ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro a cerca de 17 quilómetros de Mandalay, a segunda cidade da Birmânia, com 1,2 milhões de habitantes, e 270 quilómetros a norte de Naipidau.
As forças armadas birmanesas declararam o estado de emergência em seis áreas: Sagaing, Mandalay, Magway, Shan, Naipidau e Bago.
Em Banguecoque, na Tailândia, a cerca de mil quilómetros de distância, foram registados, até ao momento, 10 mortos e 100 desaparecidos.
Mais de 800 casas ficaram danificadas na cidade de Ruili, na província de Yunnan, no sul da China, após o forte sismo que abalou Myanmar (ex-Birmânia), divulgou hoje a agência notícias chinesa Xinhua. Até ao momento, cerca de 2.840 habitantes da cidade chinesa, localizada a cerca de 300 quilómetros do epicentro do sismo, foram afetados, segundo fontes do governo municipal citadas pela Xinhua.