
"Procurámos minuciosamente cada ponto que conseguimos alcançar, cada brecha e fenda. Não encontrámos sobreviventes nestes espaços", disse o governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt.
Durante uma conferência de imprensa, o político observou que as equipas de resgate já não estão a detetar qualquer sinal vital no local onde foi ouvido, na quinta-feira, um barulho atribuído a uma mulher presa pelo desabamento.
"É um momento triste para todos, mas acreditamos que [as equipas de socorro] fizeram o melhor que puderam", disse o autarca.
As autoridades estimam que 15 corpos tenham sido recuperados do local onde estava a ser construído o futuro Gabinete do Auditor Geral, enquanto 79 trabalhadores estão desaparecidos, dos mais de 300 que estavam no local da obra no momento do desabamento.
"Por mais que escavámos, tudo o que encontrámos foram vigas de aço e aberturas estreitas", comentou o governador, destacando a complexa tarefa enfrentada pela operação após o colapso do edifício de mais de 30 andares localizado no norte da cidade e perto do mercado turístico de Chatuchak.
Chadchart indicou que, a partir de hoje, a missão se concentrará na recuperação de corpos e na demolição de partes do projeto, retomando o uso de maquinaria pesada, que foi temporariamente suspensa após a deteção de sinais de vida.
Isto embora uma equipa de emergência continue a monitorizar possíveis sinais vitais, enfatizou o político.
"Se detetarmos algum [sinal de vida], enviaremos a equipa de resgate. [A maquinaria pesada] permitir-nos-á abrir mais áreas", disse o governador.
Segundo os especialistas, o trabalho de remoção de entulhos pode demorar até 60 dias.
Em 28 de março, um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter, com epicentro em Myanmar (antiga Birmânia) foi sentido em vários países do Sudeste Asiático, incluindo a Tailândia, onde um total de 22 pessoas morreram na capital, incluindo 15 no edifício que ruiu.
Em Myanmar, o número de mortos causados pelo sismo atingiu 3.085, de acordo com o mais recente balanço da junta militar que está no poder, divulgado na quinta-feira.
Num breve comunicado, os militares birmaneses acrescentaram que 4.715 pessoas ficaram feridas e 341 continuam desaparecidas. As equipas de busca e salvamento prosseguem os trabalhos no terreno.
Na quarta-feira, a junta militar declarou um cessar-fogo até 22 de abril na guerra civil em curso no país, para facilitar a ajuda à população, informou a televisão estatal de Myanmar.
O anúncio, feito através de um comunicado militar, seguiu-se a cessar-fogos temporários unilaterais, declarados por grupos de resistência armada que se opõem ao regime militar.
VQ (ANC/PNG) // VQ
Lusa/Fim