
Arrancou esta quarta-feira o julgamento de Carlo Ancelotti, acusado de não ter declarado mais de um milhão de euros ao Fisco - 386 mil euros no ano de 2014 e 675 mil em 2015 -, valor proveniente dos seus direitos de imagem e outros rendimentos relacionados. Já no tribunal, o treinador do Real Madrid declarou-se inocente de fraude fiscal e frisou que nunca pensou que, em causa, estivesse algum crime.
"Só estava preocupado com os seis milhões [de euros] em três anos, nunca me apercebi de que algo não estava correto. Não recebi qualquer notificação do Ministério Público a dizer que estava a ser investigado", começou por referir, citado pela 'Marca'. "Quando o Real Madrid me fez esta proposta [relacionada com a questão dos direitos de imagem], entrei em contacto com o meu representante inglês e, depois, não voltei a falar do assunto porque tudo me pareceu correto. Não pensei que fosse fraude. Mas se estou aqui hoje, é porque as coisas não foram assim tão legítimas", acrescentou 'Carletto', de 65 anos.
Recorde-se que o Ministério Público espanhol, que afirmou que Ancelotti canalizava a cobrança deste tipo de direitos para empresas sediadas noutros países para ludibriar o Fisco, pediu quatro anos e nove meses de prisão para o técnico italiano. Como sanção, os procuradores exigem ainda uma multa superior a três milhões de euros.