"A CBF informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a seleção brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade da sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto", informou o organismo, em comunicado.

Dorival Júnior, de 62 anos, estava à frente da seleção brasileira desde janeiro de 2024, quando sucedeu a Fernando Diniz, tendo somado sete vitórias, sete empates e duas derrotas nos 16 encontros no banco do único pentacampeão mundial (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e totalista de presenças em fases finais de Campeonatos do Mundo (22).

Na terça-feira, o Brasil foi goleado em Buenos Aires pela Argentina, campeã mundial em título e vencedora das últimas duas edições da Copa América, sofrendo a derrota mais expressiva face ao seu arquirrival em 61 anos, na caminhada para o Mundial2026, sendo que nunca tinha consentido quatro golos num desafio de qualificação para a competição.

Ao fim de 14 de 18 jornadas do apuramento sul-americano, que atribui seis vagas diretas e uma de play-off intercontinental, a 'canarinha' ocupa a quarta posição, com os mesmos 21 pontos de Uruguai e Paraguai, 10 abaixo da líder Argentina, já qualificada, tendo mais seis do que a Venezuela, sétima, e sete face à Bolívia, oitava e em zona de eliminação.

Além de ter dirigido oito jogos na caminhada rumo ao Mundial2026 e quatro particulares, Dorival Júnior levou o Brasil aos quartos de final da Copa América de 2024, perdendo frente ao Uruguai no desempate por penáltis (2-4, após 0-0 no tempo regulamentar).

O antigo treinador de Cruzeiro, Vasco da Gama, Santos, Atlético Mineiro, Internacional, Flamengo, Palmeiras, Fluminense ou São Paulo, entre outros clubes, foi o terceiro a orientar o Brasil desde a eliminação nos 'quartos' do Campeonato do Mundo de 2022, com Ramon Menezes, atual selecionador de sub-20, e Fernando Diniz a passarem de forma interina pelo cargo após a saída de Tite.

Dorival Júnior, cujo vínculo terminava no final do Mundial2026, foi despedido quatro dias depois da reeleição sem oposição de Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF por mais quatro anos, até 2030.

 

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