O Estrela da Amadora viajou esta tarde rumo à Madeira com o seu plantel limitado, em especial na sua defesa, que terá de ser totalmente remodelada face às ausências de Ferro e Rúben Lima, por castigo, e Miguel Lopes, lesionado. Na antevisão ao embate com o Nacional, José Faria reconhece esse problema acrescido mas não o exibe como argumento para um eventual insucesso. «Já chega de discurso a soar a desculpa», transmitiu.

O treinador dos tricolores está consciente das dificuldades que o esperarão na Choupana face ao relvado e as suas particularidades, assim como o próprio adversário mas não pretende virar a cara à luta. «Será para os dois lados, quem souber lidar melhor com as toupeiras, como se costuma dizer, poderá estar mais perto do sucesso. A equipa do Nacional vale pelo seu todo, estamos a falar de uma equipa que já joga junto com o seu treinador num trabalho de continuidade e que trabalha muito bem nas suas equipas», elogiou, na sua avaliação.

«É uma equipa que chegou a Janeiro e reforçou-se muito bem com a chegada do Paulinho e outros jogadores para a frente também, não teve grandes mudanças, não perderam jogadores chave e tudo isso traz consistência e rotina. Podem trabalhar outros aspetos que nós, por exemplo, não conseguimos trabalhar porque já têm as suas mecânicas consolidadas. É muito por aí, é um jogo difícil, analisámos, vimos o que eles fizeram nos últimos jogos em casa, o jogo com o Famalicão, acreditam sempre até ao fim.

José Faria espera, por isso, um «ambiente difícil» numa casa que, por vezes, contribui para muitas vitórias dos insulares. «A partir de uma certa altura sabemos que começa a condicionar e a equipa começa a acreditar também, têm vitórias conquistadas a marcar nos últimos minutos e isso dá sempre confiança, cresce naquela hora com a ideia de que vai dar, vai dar», descreve, bem identificado com o cenário que irá encontrar.