Helena Pires abriu oficialmente as habituais Jornadas Anuais da Liga Portugal, começando por "dirigir uma palavra particular de agradecimento ao Presidente da FPF, Pedro Proença, ao Presidente da ANTF, José Pereira, ao Presidente da ANEDAF, Carlos Alberto, ao Presidente da Associação de Futebol anfitriã, José Manuel Neves, assim como das demais associações" presentes no auditório do Arena Liga Portugal, no Porto. 

"Hoje terão a oportunidade de conhecer e revisitar, com todas as valências operacionais este que é o maior tributo ao espírito que aqui nos junta, nestas Jornadas Anuais, o tributo à resiliência do Futebol Profissional, à visão que temos para o futuro da nossa indústria e a capacidade de trabalharmos juntos para construir esse futuro, que desejamos à imagem deste edifício, sólido e de vanguarda. É isso mesmo que, ao longo da última década, fruto da visão do atual Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, com o contributo das Sociedades Desportivas, temos vindo a fazer nos Grupos de Trabalho, onde, ao longo de meses, se discutem melhorias a introduzir em todas as áreas nas nossas competições. Mais uma vez participaram neste fórum todas as nossas Sociedades Desportivas, o que demonstra bem o espírito de união e agregação que, desde a primeira edição, nos inspira na construção de um Futebol cada vez mais profissional. Um futebol que conta com todos os agentes desportivos e parceiros para se fortalecer, numa rotina que, a cada ano, comprova a nossa capacidade construtiva e de regulação", começou por assinalar Helena Pires. 

"Devemos orgulhar-nos deste caminho, desta mentalidade, deste profissionalismo e desta exigência que nos colocamos, sempre com o contributo das Sociedades Desportivas, que só claramente demonstram que a única coisa que os separa são os 90 minutos dentro do campo. Para lá destas paredes, temos um desafio de perceção a superar. Sabemos que nem sempre é reconhecido ao Futebol Profissional o devido valor. Estas Jornadas Anuais constituem, também nesse capítulo, uma evidência importantíssima da capacidade desta indústria na defesa da integridade e da estabilidade das competições profissionais de futebol. O vosso contributo para a solidez da nossa indústria supera as conclusões dos Grupos de Trabalho que, hoje, aqui serão apresentadas, ele começa no profissionalismo e na união em defesa da nossa indústria", vincou ainda a presidente interina da Liga, assumindo que "Portugal prepara-se para um novo ciclo governativo e é importante que o Futebol tenha esta força para defender junto do poder político a implementação de medidas inadiáveis para travar os custos de contexto que condicionam fortemente este setor económico." 

"Juntos temos mais força para nos fazermos ouvir e respeitar por aquilo que valemos. Hoje, teremos também a apresentação do Anuário do Futebol Profissional, elaborado em parceria com a EY, que mostra a força económica deste setor. O Anuário do Futebol Profissional conquistou um espaço fundamental na nossa indústria. Ainda agora vimos a nossa Seleção Nacional, constituída por jogadores formados nas Sociedades Desportivas, apurada para as meias-finais da Liga das Nações, com França, Espanha e Alemanha. Que outras indústrias nacionais conseguem competir e obter este sucesso? Representamos uma atividade económica de que o País pode e deve orgulhar-se, mas o país tem de perceber o impacto do Futebol Profissional na economia. Se continuarmos a competir sucessivamente em condições menos favoráveis em relação aos nossos adversários, continuarmos a ter êxito será cada vez mais difícil. O Futebol Profissional fará sempre a sua parte. Com espírito de agregação, união e exigência. As Jornadas Anuais foram uma grande conquista e estamos todos de parabéns. É este sentimento de orgulho e profunda gratidão que damos início às Jornadas Anuais da Liga Portugal", concluiu Helena Pires, fazendo a óbvia referência a um dos momentos que marca sempre estas Jornadas Anuais, sendo que a apresentação da 8.ª edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY em parceria com a Liga Portugal, que demonstra que o Futebol Profissional continua a ser uma das indústrias mais relevantes para o tecido económico nacional, está marcada para as 16 horas. Até lá, todos os chamados Grupos de Trabalho chegarão a mais conclusões sobre as várias temáticas do futebol profissional.