
Miguel Oliveira cumprirá este ano a sua sétima temporada no MotoGP, e esta começa logo com um marco histórico de relevo – o GP da Tailândia será o 100.º que disputa na classe rainha.
Tudo começou com a KTM Tech3 no GP do Qatar de 2019, no qual foi 17.º. Os primeiros pontos chegaram logo na corrida seguinte na Argentina com um 11.º lugar, mas o primeiro top dez aconteceu só no GP da Áustria desse ano com um oitavo posto. A época terminou mal, com uma lesão sofrida na Austrália que o afastou das últimas três rondas.
A pandemia marcou 2020, que foi uma época mais curta e condensada. Mas nem por isso deixou de ser histórica para Oliveira, que alcançou as suas duas primeiras vitórias (GP da Estíria e, depois, no GP de Portugal com uma prestação dominadora a partir da pole position). Acabou a época em nono, que é até hoje a sua melhor classificação no campeonato.
Em 2021, Oliveira mudou-se para a equipa de fábrica da KTM, onde ganhou por mais três vezes: Catalunha (2021), Indonésia e… Tailândia (2022). A entrada na equipa satélite da Aprilia (na altura, a RNF) deu-se em 2023, e apesar de alguns resultados de top cinco o #88 nunca conseguiu pódios.
No ano passado, a chegada da Trackhouse parecia trazer mais possibilidades, mas tal não se concretizou, sendo um ano árduo marcado também por uma grave lesão sofrida na Indonésia que o fez perder toda a fase asiática do calendário. Agora, Oliveira começa uma nova fase da sua carreira com a Prima Pramac Yamaha, e logo na sua corrida centenária.