
O russo que em 2021 atingiu chegou a número 5 da hierarquia mundial do ténis assumiu que andou «perdido num loop durante alguns anos».
«Pode parecer demasiado dramático, mas cheguei a pensar qual seria o sentido de viver, coisas desse género. Estava completamente perdido. Uma coisa é quando isso acontece durante um mês, dois meses, três meses. Nesse caso, talvez alguma paciência. Mas quando dura um ano, dois anos, três, quatro, cinco... Não dá para aguentar mais», declarou, em entrevista ao The National, jornal dos Emirados Árabes Unidos.
O jogador russo, de 27 anos, referiu ainda que nem a medicação ajudou a solucionar o problema. «Tomei antidepressivos e depois de um ano a tomá-los, parecia que estava a melhorar. Mas depois não piorou, mas ficou estranho. Não gostei da sensação, por isso deixei de tomá-los».
Para recuperar, Rublev contou com a ajudar de um compatriota, antigo número 1 do mundo: Marat Safin. «Ele ajudou-me a compreender-me. Foi quase como começar do zero. Pouco a pouco, comecei a caminhar numa direção melhor. Agora estou a avançar gradualmente», acredita.
A entrevista surgiu depois de Rublev ter vencido o ATP 500 de Doha, o 17.º título da carreira, colocando fim a um período de nove meses sem vencer. Ainda assim, o tenista russo diz estar ainda à procura do seu melhor.
«Neste início de ano, não estou feliz, não estou nem bem nem mal. Já não sinto stress, ansiedade ou qualquer tipo de depressão. Estou apenas num estado neutro. Nem feliz nem infeliz. Encontrei uma base, mas isso é um começo», define.