O modelo de inteligência artificial em português, chamado "Amália", só estará disponível ao público no final do primeiro semestre de 2026.

A informação foi confirmada ao jornal ECO por fonte oficial dos ministérios da Juventude e Modernização e da Educação, Ciência e Inovação.

Luís Montenegro tinha prometido o lançamento do “Amália” para esta altura, no fim do primeiro trimestre de 2025. Mas, afinal, os portugueses ainda vão ter de esperar mais de um ano.

"A versão final (versão multimodal) será disponibilizada em formato open source e gratuito no final do projeto, previsto para o final do primeiro semestre de 2026, conforme anunciado no comunicado de novembro de 2024″, diz o Governo.

Atualmente, a versão beta do "Amália" encontra-se acessível apenas a centros de investigação envolvidos no projeto, mas, em novembro, na mesma altura em que foi conhecido o montante alocado ao projeto do PRR, o Executivo referia que "todas as versões desenvolvidas (seriam) disponibilizadas de forma gratuita e em opensource, para que seja utilizado por todos, incluindo Academia, centros de investigação, entidades públicas, empresas e cidadãos".

O calendário de lançamento do modelo prevê três fases:

Quanto vai custar o “Amália”?

O desenvolvimento está a cargo de cinco instituições de ensino superior públicas, um consórcio liderado pelos centros de investigação da Universidade Nova de Lisboa, do Instituto de Telecomunicações e do Instituto Superior Técnico. Envolve adicionalmente investigadores da Universidade da Beira Interior e da Universidade de Évora, adianta o Governo.

"Amália" é a primeira iniciativa no âmbito da Agenda Nacional de Inteligência Artificial.

O projeto financiado com 5,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tinha um prazo de execução de 18 meses, com a fase final (intermodal), “capaz de interpretar diversos formatos de dados”, como texto, imagem e vídeo, prevista para o segundo trimestre de 2026.