O Governo de Moçambique estuda a possibilidade de contratar mais funcionários para eliminar as horas extraordinárias na função pública, foi esta semana anunciado.

“O que se espera mesmo é que o Estado e o Governo façam o esforço que já estão a fazer, agora numa análise profunda, para perceber o que é que precisaríamos efectivamente, em termos de recursos humanos, para terminar o problema de horas extras”, disse o porta-voz do Governo de Moçambique, Inocêncio Impissa, em Maputo, nas declarações semanais aos jornalistas.

Em causa estão, nomeadamente, os atrasos no pagamento de horas extraordinárias de dois meses e 18 dias de 2022, de todo o ano de 2023 e também de todo o ano passado, bem como “melhor enquadramento” na Tabela Salarial Única (TSU) aos professores, que voltaram a ameaçar com uma greve caso não sejam solucionados os problemas até próxima semana.

Também os profissionais de saúde exigem há três anos, além de reivindicações salariais, que o Governo providencie medicamentos aos hospitais, face à necessidade, em alguns casos, de serem adquiridos pelos pacientes, bem como a aquisição de camas hospitalares, conforme a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM).

Inocêncio Impissa disse que o Governo quer resolver em definitivo o problema das horas extras, sobretudo para professores e profissionais de saúde.

“Porque, muitas vezes, as horas extras, o turno e meio, ocorrem por utilização redobrada do esforço dos professores, por conta de não termos professores completos para toda necessidade ou para toda demanda que temos”, disse o porta-voz do Governo que, entretanto, assegurou que o executivo está a pagar as horas em atraso.

“Esse esforço tem estado a ser feito, para, de uma vez por todas, fazermos com que cada professor, cada funcionário, cada médico, cada profissional de saúde, preste tão somente as suas oito horas de serviço ou o esforço que lhe é permitido fazer durante o seu trabalho”, acrescentou Impissa, citado pela Lusa.