Citado pela imprensa local, um porta-voz da empresa confirmou a redução da força de trabalho na China, à medida que procura formas de aumentar a eficiência das operações, através do uso de novas tecnologias.

O portal especializado AutoPix avançou que os principais departamentos afetados seriam as vendas, o financiamento e os componentes.

Em 2024, o volume de negócios da Mercedes-Benz na China caiu 8,5%, em termos homólogos, devido a uma redução de 7,3% nas vendas de automóveis de passageiros e de 19,7% nas vendas de carrinhas.

A China é o maior mercado da marca alemã, com mais vendas de veículos de passageiros do que a Europa no seu conjunto, pelo que estes números pesaram nos resultados do exercício, que registam uma quebra global de 4,5% nas receitas e de 3% e 9,4% nas vendas de veículos de passageiros e de carrinhas comerciais, respetivamente.

Apesar do declínio na China, que a própria empresa atribui à "elevada concorrência", o portal de notícias financeiras chinês Yicai sublinhou que a Mercedes-Benz conseguiu manter a posição de maior vendedor de automóveis de luxo no país asiático em 2024.

Em setembro, a empresa anunciou um investimento equivalente a cerca de 1,78 mil milhões de euros para aumentar a gama de veículos que produz na China, avançando "um novo capítulo" a partir de 2025 com a produção de modelos elétricos, segmento no qual as empresas locais, como a BYD, estão à frente das estrangeiras.

 

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